Você está pesquisando um carro novo e viu que dois modelos com o mesmo preço FIPE têm seguros com valores completamente diferentes — um de R$ 200/mês, outro de R$ 380/mês. O que explica essa diferença?
Entender o que faz um carro ser mais barato ou mais caro de segurar pode economizar centenas de reais por mês — e é uma análise que vale fazer antes de fechar a compra do veículo, não depois.
Este é o fator com maior impacto isolado no preço do seguro. A FENASEG publica periodicamente a lista dos modelos mais roubados no Brasil. Carros que aparecem no topo dessa lista pagam seguros muito mais caros — mesmo sendo populares e relativamente baratos.
Um carro importado ou que usa componentes importados tem peças mais caras. A seguradora precisa cobrir o reparo em caso de colisão, então o custo das peças é embutido no prêmio. Modelos com ampla rede de assistência e peças nacionais saem mais baratos.
As seguradoras calculam o risco estatisticamente. Se determinado modelo é associado a motoristas mais jovens ou a perfis que historicamente acionam mais o seguro, o prêmio do modelo como um todo sobe — mesmo para um condutor experiente.
Quanto mais sinistros do mesmo modelo foram abertos nos últimos anos, maior o risco percebido pela seguradora. Isso é especialmente relevante para modelos populares em regiões metropolitanas.
Os valores variam por CEP, perfil do condutor e seguradora. Use esses dados como referência — sempre faça uma cotação real para o seu perfil.
O exemplo clássico: um Chevrolet Onix 2024 e um Toyota SW4 2020 podem custar valores próximos na tabela FIPE. Mas o seguro do SW4 pode ser 50–80% mais caro porque o modelo é muito mais visado para roubo e as peças são significativamente mais caras.
O valor FIPE do carro é a base para o cálculo do seguro. Conhecer esse número antes de comprar te dá uma estimativa do custo do seguro e evita surpresas.