Se você tem seguro residencial, existe uma chance real de que ele não cubra enchente — segundo levantamento da FenSeg, menos de 1% das apólices residenciais no Brasil têm essa cobertura contratada. Depois das enchentes do Rio Grande do Sul, milhares de famílias descobriram isso tarde demais. Este guia explica por que a cobertura básica deixa esse risco de fora, quanto custa incluir, e quando realmente vale a pena.
A cobertura padrão de um seguro residencial cobre incêndio, queda de raio e explosão — os riscos mais comuns e mais baratos de segurar. Alagamento, enchente e inundação são tratados como coberturas adicionais opcionais, contratadas à parte e com prêmio próprio, porque o risco varia demais de região para região para entrar no pacote básico sem encarecer todo mundo igualmente.
A SUSEP orientou as vítimas sobre quais coberturas poderiam ser acionadas, e os seguros residencial e habitacional somaram mais de 11 mil sinistros e cerca de R$ 240 milhões em pagamentos previstos só com esse desastre. O episódio aumentou a procura por proteção patrimonial em todo o país — mas também deixou claro que quem não tinha a cobertura contratada previamente não teve o que acionar.
Assim que a água baixar, fotografe e filme todos os danos antes de mexer em qualquer coisa — isso vale como prova para a seguradora. Guarde notas fiscais de móveis e eletrodomésticos danificados sempre que possível, e comunique o sinistro dentro do prazo do seu contrato (geralmente poucos dias). A seguradora enviará um perito para avaliar o prejuízo antes de liberar a indenização.