Quem trabalha por conta própria sem ter aberto um CNPJ — freelancer, diarista, motorista de aplicativo sem MEI, profissional informal — costuma cair num ponto cego: não tem os benefícios de CLT, e também não se encaixa nos produtos pensados especificamente para MEI. Isso não significa que você não pode (ou não deveria) ter seguro de vida.
Seguradoras não pedem CNPJ pra vender seguro de vida pessoa física — o produto é contratado no seu CPF, independente de você ter empresa aberta ou não. A diferença real entre o autônomo com MEI e o sem MEI está em outros benefícios, não no seguro de vida em si: o MEI tem acesso a aposentadoria facilitada e outros direitos previdenciários que o informal sem contribuição não tem.
Sem CLT e sem MEI, você provavelmente não contribui pra INSS de forma automática — o que significa que, na ausência de um planejamento próprio, sua família pode ficar sem nenhuma rede de proteção financeira em caso de morte ou invalidez. O seguro de vida, nesse cenário, deixa de ser um "extra" e passa a ser a principal (às vezes única) proteção financeira da família.