Se você é motorista de aplicativo — Uber, 99, Cabify ou similar — e ainda não tem um seguro específico para essa atividade, saiba que pode estar correndo um risco sério: a maioria das apólices pessoais de seguro auto não cobre sinistros ocorridos durante corridas, porque o uso declarado na contratação é pessoal, não comercial.
A boa notícia é que existe um mercado inteiro de coberturas para motoristas de aplicativo, com preços que começam na faixa de R$ 3.500 por ano e podem chegar a R$ 8.000, dependendo do modelo do carro e da cidade. Neste guia, você entende por que a apólice tradicional não resolve, quais são os tipos de seguro disponíveis, quanto custa, como contratar passo a passo e quais estratégias reduzem o preço sem abrir mão da cobertura.
Na proposta do seguro comum, você declara que o carro será usado para deslocamento pessoal e familiar. Quando acontece um sinistro durante uma corrida, a seguradora analisa o registro do momento e pode aplicar a exclusão de cobertura por uso não declarado — o carro estava em atividade remunerada, algo que não constava no contrato.
Os três pontos que explicam o problema são:
Para entender melhor o que entra e o que fica de fora de uma apólice padrão, leia também nosso guia sobre o que o seguro auto não cobre.
Valores de estimativas de mercado; consulte a seguradora para cotação atualizada.
A tabela abaixo mostra o prêmio anual simulado para os modelos mais comuns entre motoristas de aplicativo na capital paulista:
Valores de estimativas de mercado; consulte a seguradora para cotação atualizada.
O intervalo completo do mercado para essa atividade vai de R$ 3.500 a R$ 8.000 por ano. Carros mais novos e mais caros, motoristas com pouca idade em classe de bônus baixa e CEPs com índice de roubo elevado tendem a ficar no topo da faixa. Já carro populares, histórico limpo e alto risco de sinistro derrubam o prêmio para a metade inferior.
Verdade: existe seguro específico para essa atividade. O que não é coberto é o sinistro que acontece em corrida com apólice pessoal, sem aditivo de uso comercial.
Verdade: tem. A omissão da atividade remunerada na proposta é causa comum de recusa de sinistro e pode levar à anulação do contrato.
Verdade: existe. Os modelos começam em R$ 3.500/ano para carros populares, e o pagamento por quilômetro pode sair mais barato para quem dirige poucas horas por dia.
Verdade: há seguradoras que não trabalham com uso comercial e outras que exigem endosso. Por isso a atividade precisa ser informada logo na cotação.
Verdade: o benefício das plataformas é complementar e tem limites de indenização. Ele não substitui uma apólice completa para o carro.
O caminho mais seguro é declarar a atividade, comparar cinco propostas com coberturas equivalentes e escolher a franquia que cabe no seu orçamento — o menor preço só vale a pena se as coberturas forem as mesmas.