"Seguro de carro é mais barato pra mulher" é uma das crenças mais repetidas sobre o mercado de seguros no Brasil — e como muito mito popular, tem uma base real por trás, mas a explicação completa é mais específica do que parece.
As seguradoras não cobram menos "porque é mulher" — elas usam estatísticas de sinistralidade para calcular risco, e dados históricos mostram que mulheres, como grupo, se envolvem em menos acidentes graves e têm menor frequência de sinistros de responsabilidade do condutor do que homens, especialmente nas faixas etárias mais jovens. É risco estatístico agregado, não uma tarifa "de gênero" no sentido raso.
É comum ouvir sobre famílias que colocam a mãe ou a esposa como "condutora principal" na apólice mesmo quando o carro é usado majoritariamente por um filho jovem ou pelo marido, na tentativa de pagar menos. Isso é considerado fraude e pode resultar em recusa total de indenização caso a seguradora descubra a inconsistência num sinistro — o que costuma acontecer justamente na hora que mais se precisa do seguro.