Muita gente paga por um seguro há anos sem nunca ter comparado com outras opções. A portabilidade de seguro é trocar de seguradora e pagar menos. E quem renova no automático há mais de três anos costuma pagar bem acima do mercado sem saber.
É o direito de migrar de uma seguradora para outra sem perder a antiguidade do contrato e sem carência para sinistros já cobertos.
Na prática, a portabilidade resolve o principal medo de trocar: recomeçar do zero. A classe de bônus conquistada pode ser levada para a nova empresa (veja como isso funciona em como funciona o bônus do seguro auto), e as coberturas básicas seguem ativas desde a primeira vigência — desde que a nova proposta seja formalizada sem buracos de cobertura.
A ordem importa: feche a nova apólice com a vigência começando na data em que a antiga termina, e só então encerre o contrato anterior. Nunca fique um dia sequer sem cobertura nem pague duas apólices ativas pelo mesmo período.
Com sinistro em andamento, a tramitação continua na seguradora antiga: trocar no meio do processo não acelera nada e pode complicar a comunicação dos documentos. Conclua o sinistro e só depois migre.
Os maiores ganhos aparecem em quem está na mesma seguradora há muito tempo sem cotação: com o tempo, o prêmio vai se afastando da faixa de mercado enquanto o consumidor acredita que o preço "é esse mesmo". Cotar de novo a cada renovação é o que mantém a apólice na linha.