Se você tem seguro de carro faz alguns anos, já ouviu falar no "bônus". É aquele desconto que aparece na renovação — e que pode fazer uma diferença enorme no valor que você paga. Mas poucos entendem como o sistema funciona, como é calculado e, principalmente, quais são as armadilhas que fazem as pessoas perderem esse desconto sem querer.
O bônus é um sistema de desconto progressivo baseado no histórico de sinistros do segurado. Quanto mais tempo você passa sem acionar o seguro, mais bônus acumula — e mais barato fica a renovação.
Ele foi criado para recompensar motoristas cuidadosos, estimular o segurado a absorver pequenos danos sem acionar o seguro, e diferenciar preços por perfil real de risco.
O bônus é dividido em classes, geralmente numeradas de 0 a 10. Classe 0 é o iniciante, sem bônus. Classe 10 é o máximo — motoristas com histórico longo e limpo.
Os percentuais variam por seguradora. Esses valores são estimativas do mercado em 2026.
O bônus pertence ao segurado, não ao veículo. Isso significa que se você trocar de seguradora, leva o bônus com você. Se você trocar de carro, mantém o bônus acumulado.
Esta é a armadilha mais comum. Muitas pessoas acionam o seguro para um arranhão que custaria R$ 600 de conserto — e perdem classes de bônus que representavam economia de R$ 2.000 ou mais na renovação.
Se você deixar o seguro vencer e ficar um período sem cobertura antes de renovar, pode perder o bônus acumulado dependendo da seguradora. Renove antes do vencimento.
Dependendo da apólice, há situações em que o seguro pode ser acionado sem penalidade de bônus:
Se você compartilha o carro com cônjuge ou filho incluído na apólice, o acionamento feito por qualquer condutor afeta o bônus do titular. Considere apólices separadas se os perfis de risco forem muito diferentes.